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Marco Ramalho inicia seus primeiros contatos com a música, lá pelos sete anos de idade, primeiramente, ouvindo o seu pai, um inveterado apaixonado pelo canto lírico, que dava seus “gran finales” italianados, sob os temas mais conhecidos.

Sua mãe, que foi concertista de piano na adolescência, na Paraíba, agora, enveredava pelos ritmos das orquestras, de Severino Araújo, seu conterrâneo, o Maestro Cipó, o Maestro Carioca, Henry Mancini, Michel Legrand, Frank Pourcell, Paul Mourriat, bossa nova e tantos outros ritmos latinos, que lhe despertavam toda a profusão sonora, que a música lhe impregnava.

Logo, Marco Ramalho, ao se desenvolver na direção da pré-adolescência, também começava a evidenciar uma certa tendência pela afinidade com a música, através do violão, que era o instrumento mais popular em meados de sessenta, quando ganha de seu pai um Di Giorgio – modelo Belson – coisa fina para a época. Começava, aí, sua primeira incursão nas aulas de violão, com o seu vizinho, aquele que viria a ser o famoso LUIZ ALVES, futuro contrabaixista do SOM IMAGINÁRIO e que tocou, e toca, com gente famosa mundo afora!

As aulas têm curta duração, pois logo LUIZ ALVES é chamado para tocar em shows , seguidamente, e elas tiveram que se separar…

Um outro professor, de nome Paulo César, deu-lhe umas aulas e o ensinou a tocar SAMBA DE UMA NOTA SÓ, por cifras; o que o deixou todo bobo, pois curtia, muito, aquele jeito do João Gilberto cantar e tocar…

Nova interrupção e só retoma, então às aulas, no Conservatório Brasileiro de Música, em meados de setenta, quando havia acabado o curso de Eletrônica na ETFCSF (atual CEFET)…

Aí, vem a faculdade de Análise de Sistemas, que o interrompe, novamente este ciclo e, então, só retorna a estudar em 1987, com o famoso LÉO SOARES, dedicando-se, a princípio, a obra de Villa-Lobos, dando sequência aos estudos de teoria no PROARTE, em Laranjeiras.

Um ano após, nova parada e, então, só volta a estudar, agora, com o professor Renato Alvim, em 2008, durante um ano e, volta a se ver obrigado aparar, novamente os estudos.

Durante o início de 2000 funda o ATELIER & CAFÉ DES ARTISTES, no Méier, onde desenvolve alguns projetos na área de SOM INSTRUMENTAL, por três anos, mas vê-se obrigado a fechar as portas.

Em 2006, participa do segundo Fórum Cultural Mundial, realizado no Rio de Janeiro e estabelece alguns contatos interessantes no terceiro setor – Economia Criativa- com empresas de consultoria em projetos culturais, vindo em seguida, a fazer um curso de Empreendedorismo Cultural, na Incubadora Cultural GÊNESIS, na PUC – RJ, por três meses.

Trabalhando como consultor de Engenharia de Produtos e Marketing, retoma, paralelamente, o antigo sonho de manter um elo, agora, mais forte com a cultura musical instrumental. Resolve, então, pela paixão, também, por percussão, a pesquisar, desenvolver design e fabricar, artesanalmente, instrumentos de origem afro-peruana, como o CAJÓN, explorando suas sonoridades e múltiplas formas , buscando oportunidades para inseri-lo em projetos instrumentais.

EDUCAR, PARA CRIAR CULTURA – este é seu eterno lema!!!

Criamos http://mrcaulturalemrcajones.blogspot.com.br com a abertura abaixo:

FABRICAÇÃO DE CAJÓN (CAJONES em espanhol, em sua forma plural)- QUE SIGNIFICA CAIXÃO, GAVETA… EM ESPANHOL. SÃO DE FABRICAÇÃO ARTESANAL (AFROPERUANOS E FLAMENCOS). Modelos com construção baseada em técnicas de marcenaria artística e aplicação de conhecimento de Física Acústica, com materiais de qualidade, feitos por quem conhece de sonoridade e com fino acabamento.

Com grande experiência na área de arquitetura e construção de oratórios budistas, durante muitos anos, com relevante projeção nacional RAMALHO, que sempre esteve ligado aos movimentos culturais, e, em particular, a música, encantou-se pelas características deste instrumento de percussão de origem afroperuana e decidiu construi-los e, assim, dar a sua contribuição para a popularização deste instrumento singelo e de muita praticidade percussiva.

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